top of page

Recomendados do Mês - Janeiro de 2026

Janeiro acabou pra vir um bem maior: fevereiro, um mês mais curtinho que os 103 dias que couberam no nosso primeiro mês do ano. Contudo, foi nesses primeiros dias do ano que vimos e ouvimos novidades que não saíram de nossas cabeças, sendo elas o filme A Garota Canhota, o comeback muito esperado do ENHYPEN com o THE SIN : VANISH, e debuts incríveis como do LNGSHOT (com SHOT CALLERS) e do Alpha Drive One (EUPHORIA).


Venham ler na íntegra tudo que achamos dessas belezinhas e depois nos contem: o que esteve no repertório de vocês?


A GAROTA CANHOTA (2025)

Indicado por Tham Sanchis



Sabe quando você assiste um filme e sai dele querendo saber tudo por trás de como ele foi feito? Foi assim que terminei A Garota Canhota, filme taiwanês que foi pré-selecionado como indicação ao Oscar desse ano de Melhor Filme Internacional representando Taiwan. Infelizmente, ele não foi um dos cinco indicados junto a O Agente Secreto, filme brasileiro, mas posso dizer que é uma obra-prima!


Filmado inteiramente pela câmera de um iPhone, o pré-indicado foi co-produzido, co-escrito e dirigido por Shih-Ching Tsou, ao lado de Sean Baker, conhecido por ser o produtor de Anora, filme ganhador do Oscar 2025. Feito para ser uma peça audiovisual crua, sem efeitos especiais nem coisas do tipo, aqui, nós assistimos tudo em cores vividas e com atrizes espetaculares, dando um show de atuação: vendo a infância, fim de adolescência e vida adulta de nossas personagens principais.


Somos introduzidos a A Garota Canhota com a história mostrando Shu-Fen (Janel Tsai) se mudando para Taipei com suas duas filhas, I-Ann (Ma Shih-Yuan), uma adolescente rebelde, e I-Jin (Nina Yeh), sua filha mais nova de 5 anos. Ao passar do longa, entendemos o nome dele, já que reparamos de cara que I-Jin é canhota. Também notamos as dinâmicas que acontecem entre as três e como os acontecimentos na vida em Taipei as envolvem em novas histórias.


De fato, a principal é I-Jin escutando de seu avô que usar a mão esquerda é "coisa do diabo", o que faz ela começar a culpar a mão pelos atos que ela vai passar a cometer. Já I-Ann, trabalha vendendo nozes de areca, algo não muito bem visto — é quase como um trabalho degradante perante a sociedade, já que traz malefícios para saúde, podendo até mesmo causar a morte. Já Shu-Fen, monta uma barraquinha de lamen noturna e tenta pagar suas contas com esse trabalho, que não rende tanto dinheiro assim. É nesse cenário que começamos a acompanhar a vida das três e refletir sobre como cada uma leva a vida.


Sem pensar, eu, particularmente, via a vida delas com gosto, já que A Garota Canhota é um filme quase contemplativo. Pelas fugas de I-Jin, descobrimos Taipei com ela e pensamos em como as crianças vivem a infância por lá. Pelos olhos de Shu-Fen e I-Ann sobre família, somos impactados diversas vezes pelo jeito de agir dos parentes ao redor delas. De alguma forma, a simplicidade do filme faz com que nos tele transportamos para lá e nos sentimos parte da família também.


Seu fim, eu prefiro não contar, já que gostaria que todos sentissem o impacto dele sem saber o que nele acontece. Mas digo aqui que o Oscar perdeu uma grande indicação! Sendo uma aposta da Netflix para ele, tenho que admitir que eles acertaram muito nela. Fica aqui minha indicação e friso que é um filme não muito grande que te deixa com gostinho de "quero mais" ❤



THE SIN : VANISH, ENHYPEN

Indicado por Tham Sanchis



Imagine uma cidade de vampiros, onde o tópico principal dela se tornou um casal de vampiro e humana fugindo para conseguirem viver fora dos holofotes e questionamentos sociais. Pois bem, esse é o tema principal que percorre todo o álbum mais novo do ENHYPEN, o THE SIN : VANISH.


Muito além dele, vemos no novo comeback do grupo algo super novo e conceitual que abalou sismicamente todo o mundo do K-pop: um álbum contado em formato de jornalismo investigativo, em busca desse casal que só quer viver em seu mundinho, longe dessa falação e julgamentos de uma sociedade onde humanos não podem ficar com vampiros. Dentro dele, temos seis músicas novas e cinco narrações — intercaladas —, contando o início, meio e fim dessa aventura.


A faixa-título, Knife, é curtinha, mas de pegar a gente pelo pescoço, fazendo com que cantemos repetidamente o refrão dela sem cansarmos por um segundo sequer. Por seu MV, conseguimos entender pelo simbolismo que eles passam o tempo inteiro sendo não apenas vigiados, mas também caçados, e a faca é o objeto que metaforiza isso.


Dentre as músicas, tenho que assumir que No Way Back (Feat. So!YoON!) foi uma das maiores surpresas. A melodia dela, com sua letra e voz de So!YoON! no fundo do refrão, é de arrepiar quando harmonizada com a de Jungwon e Heeseung do ENHYPEN. Seguida de apenas perfeições, Stealer tem um gingado diferente, fazendo a gente dançar e se sentir dentro dessa vibe surreal que eles nos passam pelo álbum — pelos teasers também —, algo como faroeste e caubóis, o que eu particularmente amei! Big Girls Don't Cry vem a seguir e essa me conquistou de uma forma que virou minha favorita. Por sorte, é a que eles estão promovendo em music shows junto de Knife e a coreografia é impecável. Só de escutar o início dela, tenho dúvidas se você não vai querer escutar todo o resto. Logo depois, eles emplacam Lost Island, sendo a segunda música mais "calma" dele, pois ainda tem um ritmo dançante, e, a esse ponto, já nos perguntamos se estamos noutra galáxia de tão gostoso que é escutar os vocais deles. Nesse álbum eles mostraram que querem chiqueza e levar a gente pra outro mundo, de fato.


Tudo isso pra acabar o álbum com Sleep Tight, sendo essa uma das músicas que tivemos a participação do integrante Jake na produção — e também a que consideramos mais calma, mas que também vai fazer você querer dançar enquanto estiver deitado ouvindo essa preciosidade.


Termino essa indicação dizendo que não dei um gostinho das narrações porque preparo um Let Me In (Me Deixe por Dentro) desse álbum trazendo mais detalhes de todas elas e das músicas também. Por isso, falo: ouça logo ele pra depois batermos um papo sobre essa belezura, okay? Prometo que não vai se arrepender!


PS: Os membros do ENHYPEN lançaram suas próprias versões da música principal do álbum em gêneros diferentes e também está incrível! Algo que tá de deixar a gente passando mal é o fato de que a de Sunghoon é um funkão bem brasileiro. Será que eles estão pra vir pro Brasil?!



SHOT CALLERS, LNGSHOT

Indicado por Thainá M.



Podem acusar Jay Park de muitas coisas, mas não podem negar que ele abre muitas portas para artistas verdadeiramente talentosos e autênticos. Sob a MORE VISION — sua gravadora atual, fundada por ele mesmo em 2022 —, Jay Park anunciou, no segundo semestre do ano passado, a estreia de um novo grupo masculino, o primeiro a ser agenciado por ele.


Logo após o anúncio, os quatro membros da LNGSHOT passaram a ser presença constante nas redes sociais, com uma apresentação cheia de carisma e autenticidade. Lançaram a 4SHOBOIZ MIXTAPE em novembro de 2025 e o pre-debut single Sucin’ em dezembro de 2025, mas a estreia oficial só aconteceu em 13 de janeiro de 2026, com o lançamento do primeiro EP do grupo, o impecável SHOT CALLERS.


São apenas cinco canções, mas eu tive o suficiente para carimbá-los na minha lista de melhores estreias do ano. Sim, sei que ainda estamos em janeiro, mas eu não costumo brincar com os lugares das minhas listas…


Todo o EP se equilibra entre um R&B com vocais doces e um hip-hop cheio de paixão e reverência à arte musical. Backset abre o álbum com uma sonoridade meio nostálgica, o tipo de batida que certamente encontraríamos em algum trabalho de rap na transição entre os anos 1990 e 2000. Saucin’ é enérgica e totalmente jovial, mostrando exatamente o que eles podem fazer com as referências que têm. Moonwalkin’ é o single promocional perfeito: já começa com cara de hit e é completamente chocante que seja de artistas novatos e não de veteranos confiantes. FaceTime é uma gostosíssima mistura entre R&B e soft pop e os vocais são tão perfeitos que seria minha favorita se Never Let Go não existisse. Never Let Go é simplesmente a música do momento! Nada mais a dizer! Louis Lim, você será gigante!


SHOT CALLERS é a prova que Jay Park não costuma brincar quando o assunto é música. O LNGSHOT é cheio de talento — de palco e de estúdio —, timbres únicos e paixão. O tipo de grupo que parece que só vai melhorar com o tempo. Mal posso esperar pra continuar ouvindo tudo!



EUPHORIA, ALPHA DRIVE ONE

Indicado por Thainá M.



Estava tão ansiosa pra esse lançamento que é meio óbvio que ele apareceria entre os meus destaques do mês. É importante dizer que geralmente tento não ser completamente biased nas minhas indicações, mas vai ser meio impossível manter a linha imparcial aqui… [Inserir a imagem da mulher chorando e fazendo o L de Lee Leo]


Depois de vencerem os sei lá quantos outros participantes do reality show Boys 2 Planet, oito membros se juntaram para formar o ALPHA DRIVE ONE pelos próximos cinco anos. Lançaram o single pre-debut Formula no MAMA 2025 e estrearam oficialmente em 12 de janeiro com o million-seller (cof, cof) EP EUPHORIA.


EUPHORIA tem uma característica que costuma não me agradar tanto: não é um álbum coeso. Nem sonoramente, nem liricamente. Todo o conceito do debut gira em torno do início de uma jornada eufórica pela realização conjunta de um sonho, mas, pra mim, as músicas não transmitiram isso como deveriam. Ainda assim, o álbum funciona porque 1) os membros são muito talentosos e 2) as músicas muito boas.


Formula abre o EP com uma energia confiante e quase perigosa, o tipo de música que cresce a cada ouvida. FREAK ALARM é a title oficial da estreia e têm levado todos os prêmios dos programas musicais sul-coreanos (cof, cof) e é a continuação perfeita para Formula, pois a acompanha em energia e batida. Raw Flame é a explosão antecipada pelas canções anteriores e, sinceramente, gostaria que ela fosse a title de tão impecável que é. Os vocais de Leo no refrão meio que são tudo pra mim, sabe?


O álbum tem uma virada a partir de Chains, música original do Boys 2 Planet. Apesar da sonoridade combinar com o humor do álbum, não é minha preferida, mas tenho ciência que é uma música que tem o povo. Never Been 2 Heaven parece chegar de outro álbum, mas é minha princesa demais! É animada, jovial, meio High School Musical 2. Ou seja, perfeita! Cinnamon Shake é o par animado de Never Been 2 Heaven, com um toque de disco moderno. É uma delícia!


Apesar de ser uma colagem de sonoridades, EUPHORIA merece o play por sua qualidade e por ser uma miríade dos potenciais do grupo e de tudo que ele ainda pode apresentar, mas especialmente porque (cof, cof) ninguém merece ficar sem ouvir Lee Leo cantar!


Comentários


bottom of page